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quarta-feira, 30 de junho de 2010



Pedro acordou no meio da noite e pediu pra deitar um poquinhu na minha cama...
Ele estava inquieto, foi quando eu caí na besteira de falar com ele como se estivesse falando com um bebezinhu (aliás, não sei de onde tirei isso):

-Filho, fica quietinho, vamos "mimiti"...

-O que é isso mãe? que palavra mais boba é essa?


Me calei!

"Ser criança"






"Ser criança é acreditar que tudo é possível.

É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco

É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos

Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.

É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.

Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.

Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."

terça-feira, 29 de junho de 2010




***Fechado para treinamento***

Até amanhã!

quinta-feira, 24 de junho de 2010



Lembram daquela geladeira do seu Nono Correia?

To precisando de umas dessas, com cadeado, outra opção seria uma geladeira transparente onde todos pudessem ver o que tem la dentro, pudessem ficar parados em frente admirando por algum tempo...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

"Meu Girassol"





"A verdade prova que o tempo é o senhor
Dos dois destinos, dos dois destinos
Já que pra ser homem tem que ter
A grandeza de um menino, de um menino
No coração de quem faz a guerra
Nascerá uma flor amarela
Como um girassol
Como um girassol
Como um girassol amarelo, amarelo"

(Girassol- Cidade Negra)




No carro tocava uma música sobre amigos de Luan Santana enquanto eu levava Pedro pra escola...
-Mãe, vc é minha amiga pra sempre neh?

ounnnnnn, que vontade de parar o carro e esmagar esse menininho!
Ele é meu girassol, minha luz, meu sol... esquenta meus dias frios!



Os girassóis são as mais “felizes” das flores e seus significados incluem a lealdade e longetividade, são únicos na habilidade de prover energia vibracional, como um espelho do sol, provendo seu calor e sua luz, invocando sentimentos de calor, conforto e felicidade.

terça-feira, 22 de junho de 2010




Hiperativo ou não?

Quando eu falava de meu filho mais velho em um post logo abaixo, citei da agitação que convivia com ele durante algum tempo na fase de sua primeira infância.
Uma criança sapeca, agitada, disperso, não se interessava por desenhos nem filmes própio á idade dele, não conseguia se manter em fila na escola, não prestava atenção em coisas que exigia um pouco mais de tempo e atenção. Ha escola ele apresentava dificuldades porque não conseguia manter a sua atenção por muito tempo á um determinado assunto, tava sempre se mexendo, conversando e tirando a atenção dos coleguinhas. Quando ele era menorzinho eu não nunca tinha ouvido falar sobre criança hiperativa, e se ouví eu não lembro, mas me lembro bem das pessoas chamando meu filho de arteiro, que ele precisava de correção e tal, que le não parava nem por um segundo, isso me chateava e me cansou muito.Quando ele tinha uns 6 anos, uma professora me chamou atenção e comentou sobre o assunto, sobre o Dèficit de atenção que acompanha a criança hiperativa.
Começei a ler um pouco sobre o assunto e resolvi que não levaria o Gabriel ao médico, porque pelo o que lí, crianças com esse tipo de problema apresentavam outros diagnósticos bem mais relevantes que acompanhavam a famosa "agitação" e eu achava que meu filho não tinha.
Com usn 7 anos de idade, ele foi ficando mais calmo, prestando mais atenção nas coisas, olhava olho no olho (coisa que ele não tinha paciência e não parava pra fazer antes)...
Hoje ele é totalmente relax, sossegado, posso até chamá-lo de "anjo"..kkkkkkkk
Mas muitas mamães passam pelo o que eu passei e não sabem o que fazer, pode ser que seu filho seja hiperativo...
Se Gabriel era ou não hiperativo eu não sei, só posso dizer que eu tinha um furacãozinho em casa!

Segue um texto que achei bem importante sobre esse assunto e pode tirar as duvidas de muitas mamães preocupadas com seus filhos em relação á isso:


A Via crucis do TDAH infantil

Antes de chegar ao diagnóstico do filho, os pais de crianças portadoras do TDAH enfrentam uma verdadeira jornada por escolas, consultórios e centros médicos. O périplo é desgastante e atrasa o início do tratamento correto.

A doença é pouco conhecida do grande público e ainda não faz parte daquelas úteis cartilhas que pais e mães recebem nos consultórios pediátricos. “Como tratar um resfriado” e “Doenças mais comuns em crianças” são títulos facilmente encontrados por quem está acostumado a folhear publicações e revistas especializadas na saúde e no bem-estar da criança que abarrotam bancas de jornal e salas de espera de médicos. É raro encontrar, no entanto, alguma menção ao Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Mas provavelmente, você que sempre vai buscar seu filho na escola, fica esperando-o na salinha do dentista ou vai levá-lo à festinha do amigo do condomínio já deve ter visto uma criança com o problema. O menino não para quieto um minuto, está sempre agitado. Corre, pula, vai de um lado para o outro, fala alto e é muito, muito impaciente e ansioso. Tentando controlar esse verdadeiro dínamo infantil está um pai ou uma mãe pra lá de constrangido e sem saber o que fazer. Há ainda a possibilidade de você ser o pai ou a mãe co-protagonista desta cena bastante comum em ambientes com grande aglomeração de crianças.

O comportamento descrito é típico de um menino portador do TDAH. No sexo masculino o problema tem um forte predomínio de características hiperativas e impulsivas. Não conseguir aguardar seu lugar na fila, responder antes de o professor terminar a pergunta e ficar ansioso nos momentos em que é necessário permanecer quieto e concentrado por muito tempo são outros sintomas tradicionais. Não é difícil deduzir que nesses casos a criança se torna capaz de alvoroçar qualquer lugar por onde passe, desde a sala de aula até a pracinha na esquina de casa.

Já nas meninas o tipo mais comum é a forma desatenta. Como o próprio nome já diz, há um predomínio de problemas como desatenção crônica, esquecimentos e falhas de memória. Elas não prestam atenção a detalhes e cometem erros por descuidos bobos. As meninas com TDAH, pela peculiaridade da manifestação da doença, não “incomodam” tanto quanto os rapazes, o que faz com que o diagnóstico seja mais difícil. As estatísticas nos consultórios médicos mostram que há, diagnosticados ou em tratamento, dois meninos para cada menina. Os médicos acreditam que as meninas sejam subdiagnosticadas. O que motiva os pais a procurarem tratamento médico para o filho, via de regra, são os problemas de comportamento e a agitação típica dos meninos com TDAH, porém menos presentes nas meninas.
O início da via-crúcis

Na verdade, chegar ao diagnóstico correto do problema costuma ser uma aventura nada agradável. Tanto pais quanto filhos passam por maus momentos que chegam a desestabilizar a família e até mesmo comprometer o desenvolvimento da criança.

Os primeiros sinais sérios de que alguma coisa está fora dos eixos vem da escola. Seria mais fácil se o TDAH implicasse apenas em obrigar os pais a ter mais jogo de cintura para contornar situações constrangedoras em público. Mas o transtorno, como o próprio nome já diz, compromete a capacidade de atenção e dificulta o aprendizado. E o banco da escola é o lugar onde as deficiências da criança ficam mais notórias. Raramente preparados para lidar com a criança portadora de TDAH, professores com freqüência se referem a alguns alunos dizendo que Joãozinho “tem bicho-carpinteiro no corpo”, que Mariazinha vive no “mundo-da-lua” ou coisas do tipo. Esses comentários ilustram bem o comportamento das crianças com TDAH.

- Os professores reclamavam que ele não parava quieto, que não deixava a turma tranqüila e que atrapalhava a aula – lembra a dona-de-casa Sônia da Costa, mãe de Carlos, hoje com 11 anos. Como os colégios raramente têm um profissional capacitado para lidar com crianças hiperativas, há professor que lança mão de soluções nada pedagógicas para contornar o problema:

- Quando meu filho estava na primeira série, a professora o colocava para fora da sala e o deixava no corredor do colégio durante todo o tempo da aula. Eu e o meu marido só soubemos disso no meio do ano, graças ao alerta de uma faxineira – lembra Sônia.


Exames, exames e mais exames

Esse foi o primeiro aviso de que alguma coisa séria estava errada e de que algo precisava ser feito. Começou assim, como em muitas outras famílias, a saga dos pais até descobrir qual era o problema do filho e tratá-lo adequadamente.

- Quando o nosso filho começou a apresentar problemas na escola, resolvemos procurar ajuda profissional. Levamos a todo tipo de médico, de cardiologistas a neurologistas. Foram uns dez médicos diferentes. Fazíamos exames e mais exames e não dava em nada – conta a advogada Denise Silveira.- Eu e meu marido começamos a ficar muito angustiados. Sabíamos que havia algo errado, mas não conseguíamos descobrir o que era.

O psiquiatra Ênio Andrade, que coordena o Ambulatório de TDAH infantil do Instituto de Psiquiatria que funciona no Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que um exame médico tradicional não detecta o transtorno.

- A análise que fazemos para diagnosticar a doença é comportamental. Verificamos se a criança apresenta os sintomas de hiperatividade, impulsividade e desatenção características. Como o TDAH possuiu um fator de hereditariedade, sempre procuramos ver se um dos pais, ou mesmo os dois, também apresentam o TDAH – esclarece o Dr. Ênio.


Mas por quê o meu filho precisaria de um psiquiatra?

No início acreditava-se que o problema acometia somente as crianças, tendendo a desaparecer na infância e na adolescência. Atualmente, sabe-se que o portador carrega a doença por toda a vida e precisa aprender a controlá-la. O fato de os sintomas serem amenizados na idade adulta leva muita gente a minimizar o problema e achar que o TDAH não passa de “uma fase” na vida da criança. Os pais que pensam dessa forma julgam que procurar tratamento médico não é necessário. Principalmente se o médico em questão for um psiquiatra.

- A família procura primeiro o pediatra, que em geral não está preparado para diagnosticar problemas mentais e comportamentais de uma criança. Ele então encaminha para um neurologista ou para um psicólogo. Ou vice-versa E só no final, quando ninguém conseguiu resolver o problema, levam ao psiquiatra. É o último recurso. – relata Ênio Andrade. Ele explica que em seu consultório cerca de 20% de seus pacientes chegam por indicação da escola ou de um neurologista depois de já terem passado por diversos médicos. Os outros 80% já chegam por lá autodiagnosticados, após terem lido uma reportagem, matéria ou notícia sobre o assunto em algum jornal ou revista.

- Cheguei à conclusão de que, para informar as pessoas sobre o TDAH, é melhor investir na mídia – brinca o médico.

Foi exatamente assim que o analista de sistemas Miguel Nascimento chegou ao diagnóstico da sua filha. Depois de ter passado pela aventura de trocar a menina de escola diversas vezes, além de fazer terapia com uma psicóloga durante um ano sem qualquer efeito, ele teve a sorte de ler uma matéria sobre o assunto.

- Peguei o jornal pela manhã e no caderno de saúde vi uma reportagem sobre TDAH. Fiz rapidamente um teste proposto e vi que minha filha se encaixava na descrição. Marquei a consulta com um psiquiatra para o mesmo dia. Até então a gente não conseguia entender o comportamento da Gabriela. Essas crianças com TDAH são muito inteligentes e criativas, e quando empacam em alguma coisa a gente não entende porquê.
Alívio com o início do tratamento

A descoberta do diagnóstico correto é sempre um alívio. Com o tratamento adequado e o uso dos medicamentos corretos, a melhora no comportamento das crianças é imediata.

- Depois que começou o tratamento com o psiquiatra, o meu filho melhorou muito. – conta Sônia, a mesma que descobriu que seu filho passava mais tempo no corredor do colégio do que na sala de aula. Por causa dos problemas causados pelo TDAH, Carlos, que é paciente do Dr. Ênio Andrade, fez duas vezes a primeira série do ensino fundamental e depois precisou voltar para o pré-escolar. Só então o TDAH foi diagnosticado e a sua vida escolar foi normalizada.- Ele sabe ler e escrever e está na segunda série – comemora a dona-de-casa, que viveu momentos de angústia antes de chegar ao diagnóstico correto.

- A gente se sentia culpado. O que será? O que aconteceu? Será que sou eu? A gente pensava que era por que nós somos muito rígidos e não o deixávamos fazer muita traquinagem, fazer bagunça – lembra a dona-de-casa. Quando o TDAH está envolvido, é comum que os pais passem por um momento de questionamento como esse. Os problemas com a criança existem e se manifestam no comportamento diário e nas dificuldades na escola, mas ninguém consegue descobrir o quê é. Depois de enfrentar um verdadeiro périplo por consultórios médicos e não conseguir uma resposta satisfatória, o tipo de educação e de ambiente familiar dado à criança passam a ser questionados pelos pais. É uma atitude semi-desesperada de quem já não sabe a quem, ou a quê, recorrer.


Tal pai, tal filho

-Não dava para sair, ir à casa de outras pessoas. Ele só faltava subir pelas paredes. A gente deixou de ir a lugares por causa disso. Eu e meu marido discutimos várias vezes por causa dos problemas com nosso filho. Ele achava que o menino era preguiçoso, que eu não dava limites – recorda a secretária Maria Helena Pedroso. Nas discussões, o pai usava um argumento derradeiro:

- Ele dizia que quando pequeno também era preguiçoso e vivia no mundo-da-lua, mas que isso foi uma fase e passou. Ele afirmava que o filho tinha puxado ao pai – recorda Maria Helena.


Tratamento para toda a família

E puxou mesmo. Os dois são portadores de TDAH e agora estão em tratamento. No início foi difícil quebrar o ceticismo paterno, mas agora a família comemora os bons resultados do tratamento duplo. Tratamento, aliás, que se estende a todos os membros da casa.

- A gente costuma brincar dizendo que tratar TDAH é para a família toda, e não apenas para o portador. Não adianta dar um remédio para a criança se ela vai encontrar o mesmo ambiente familiar que não está adequado ao seu tipo de comportamento – destaca a dentista Christiane D’Angelo. Ela enfrentou a mesma via-crúcis de todos os outros pais citados nesta reportagem, e até precisou deixar de lado a profissão para poder se dedicar ao filho. Hoje é vice-presidente da ATODAH, a Associação de Apoio ao Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, e ajuda pais de primeira viagem a evitar os percalços da odisséia que ela viveu.

Em relação aos cuidados com a doença, médicos são unânimes e pais já devidamente escolados sabem na prática: a criança com TDAH precisa de bastante carinho e, principalmente, de paciência. Os pais devem ter calma para tolerar os arroubos e distrações característicos e procurar sempre incentivar a criança. É o mais clássico dos fundamentos da pedagogia infantil: elogiar bastante resultados e abordar com muita delicadeza as falhas. O quarto pode estar todo bagunçado. Os cadernos, uma desordem. A criança se esqueceu daquilo que você lhe disse há três minutos… Mas se ela conseguiu a proeza (sim, para um portador de TDAH isso é uma proeza) de ficar sentadinha por meia hora concentrada no dever de casa, você deve elogiá-la. E muito. Isso servirá de estímulo e vai ajudá-la a melhorar progressivamente. Além de também diminuir aos poucos a frustração de ser sempre aquele que recebe as broncas, quebra tudo na casa, não tira notas boas e ainda é chamado de o “fulaninho que vive no mundo-da-lua”.

Fonte: www.tdah.org.br

sábado, 19 de junho de 2010




A CRIANÇA TERCEIRIZADA

No mundo contemporâneo, boa parte das crianças fica sozinha ou aos cuidados de terceiros enquanto os pais correm atrás de trabalho, de dinheiro, do pão de cada dia. A dedicação de pais e mães ao trabalho significa menos tempo em casa com as crianças, com a família. Na prática, esse abandono traz conseqüências e faz surgir a figura da "criança terceirizada".

As causas e conseqüências dessa "terceirização" estão no mais novo livro do pediatra José Martins Filho, A criança terceirizada: Os descaminhos das relações familiares no mundo contemporâneo, lançamento da Papirus Editora.

Médico renomado e sinônimo de bons cuidados com crianças em todo o país, Martins Filho já foi reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e ganhou o prêmio Jabuti de 1996 com a obra Lidando com crianças, conversando com seus pais, também publicada pela Papirus.

Nesse novo e instigante livro, o pediatra se aprofunda em um assunto que, ao contrário do que muitos pensam, não é um fenômeno típico dos dias atuais.

"É chocante, mas na história da humanidade, isso não é novidade. A criança sempre foi tratada como algo descartável", diz Martins Filho, que dedica um capítulo inteiro da obra à evolução da situação infantil, desde a época dos gregos e romanos até o momento atual.

"Entre os romanos, por exemplo, os pais tinham total direito sobre a vida e a morte das crianças, e o abandono e até o infanticídio eram situações comuns", conta.

Sobre a atual "terceirização" - fenômeno em que os pais, por mais que amem seus filhos, acabam transferindo seus papéis fundamentais de educadores, alimentadores, cuidadores para outras pessoas -, Martins Filho afirma que não quer julgar ninguém, apenas alertar para as conseqüências do ato de deixar um filho ser cuidado por terceiros.

"Alerto para um problema que está me angustiando como pediatra, avô e ser humano", ressalta. E acrescenta: "Cada vez que percebo a angústia da mãe que precisa sair de casa, todos os dias, em busca de recursos para manter o lar, para ajudar o marido ou até porque não suporta ficar em casa o dia inteiro e acha fundamental estar fora para se sentir útil, fico pensando: será que as pessoas não se dão conta de que o tempo está passando e nunca mais vai voltar?"



Os descaminhos das relações familiares no mundo contemporâneo.

As famílias estão se dando conta de que o tempo para amar, fazer carinho, dar certeza de presença e do amor materno e paterno está diminuindo a passos largos. As avós estão se distanciando e também trabalhando sem cessar; já não conseguem preencher as lacunas que, até bem pouco tempo, preenchiam, por terem tempo de ternura sobrando. “Terceirização” parece ser um termo forte demais, mas que mais podemos dizer da “transferência” das funções maternas e paternas para outras pessoas?

A criança hoje é precocemente colocada para fora do lar (creches, escolinhas, etc), recebe atenção eletrônica cada vez em maior quantidade (vídeos, TV e jogos) e ainda é informatizada. E as relações pessoais e humanas, as cantigas e brincadeiras de roda, onde estão? As escolas conseguem cumprir a função educadora, socializadora e emocional? Até onde? A educação, o respeito, o afeto, o amor familiar devem ser apreendidos com os pais. Que resultados esperamos na evolução de crianças cuidadas por pessoas pagas para fazer papel de pai e/ou mãe? Dependendo das patologias emocionais e psicossociais das famílias, tais profissionais se comportam melhor que parentes neuróticos angustiados, que correm sem parar para pagar custos de um comportamento altamente consumista, pressionados por um marketing agressivo que exige dos mais jovens consumo exagerado, que leva à necessidade de ganhar cada vez mais, porque sempre é preciso ter um pouco mais: novo celular, o carro do ano, saldar a prestação da casa, manter o status social ou conservar o emprego que nem sempre se traduz em compensação econômica adequada para as perdas emocionais, principalmente em relação a família.

Será que as mães desta geração acham um sacrifício engravidar, parir, amamentar, limpar e cuidar de seus bebês? Por que será que as pessoas acham vergonhoso ser feliz em sua família e cuidar bem de seus rebentos? E mais, porque continuam querendo ser mães? Para depois não conseguirem assumir suas funções? O que realmente está acontecendo? Não dá para conciliar vida profissional e estudo com as tarefas de mãe e família?

Será que pediatras, psicólogos, mídia em geral não deveria esclarecer a muitas mulheres que pensam e desejam ser mães, mas não sabem o que as espera, achando que a maternidade deve ser realizada a qualquer custo, como quem compra um produto? Não deveriam saber quais são as necessidades concretas de um bebê, a situação real de uma gravidez e a importância dos pais no desenvolvimento infantil?

Famílias sonham em criar e educar crianças, mas não têm o menor interesse em conviver com elas, parindo-as e adotando-as para obter o título de “pais”. Depois se desesperam, não sabem o que fazer com os bebês, não suportam conviver com as crianças. Acham um “saco” parir, amamentar, cozinhar, cuidar, ler histórias, trocar fraldas, acompanhar o crescimento, as fases, o desenvolvimento. O mundo moderno leva muitas pessoas a sonhos tão altos, a exigências tão grandes de crescimento econômico, de conhecimento, de estudos que, parece, não está sobrando tempo para viver, criar filhos, ser feliz com coisas simples da existência. O pretendemos? Onde chegaremos? Estamos defendendo alguma coisa impossível de ser alcançada? Ter filhos é maravilhoso. O problema são as percepções atuais, modernas, do que é ser mãe e pai. Uma criança não é um brinquedinho que alguém resolve ter para alegrar a vida quando lhe convém. É um ser humano, com todas as qualidades, os defeitos e as exigências que seguramente aparecerão mais dia menos dia. Que os filhos, ao chegar, encontrem pais preparados e dispostos a se dedicarem a essa nova fase da vida, a um objetivo claro e definido: criar os filhos, acompanhá-los, compreendê-los, estar presentes nas horas boas ou más e, principalmente, saber que, depois do nascimento de uma criança, há uma mudança clara na vida de uma família. Esse é o problema do qual, muitas vezes, casais não se dão conta. Não é a criança que atrapalha, que é difícil, exigente, são os pais, que atualmente, parecem não estar preparados para abrir mão da correria, da troca do carro, daquele gasto extra, sempre influenciados pelo marketing que os estimula a comprar e consumir. Valeria perguntar: todos os adultos têm condições de se tornar pais?

Algumas crianças tem até três babás, a do dia, a da noite e dos fins de semana. A criança vai ao médico acompanhada pela babá ou avó que muitas vezes não sabe da rotina e história da criança. Nesse tipo de relacionamento terceirizado, podemos observar outros fenômenos. Quem educa? Quem orienta? Quem coloca os limites? A educação tanto formal como ética e moral, acaba sendo transferida para outras pessoas ou as escolas; assim os pais esperam que elas desempenhem essa função. Há uma constante transferência de responsabilidades. E, se formos um pouco mais adiante, perceberemos que a formação do caráter dessa criança acaba sendo feito pela babá eletrônica, por meio da TV, dos jogos eletrônico, dos DVD’s , dos filmes. Algumas babás, assim que as mães saem, colocam a criança na frente da TV para que fiquem quietinhas. É notória a criança viciada em TV, pois onde chega, quer assistir TV, não tem criatividade, não interage, seu comportamento e vocabulário é totalmente repetição daquilo que assiste. Dá pra perceber a ausência de relacionamento familiar na formação da criança.

Diante de tanto despreparo dos pais, assistimos crianças esquecidas pelos pais dentro dos carros, falecendo de desidratação. Outros trancam a criança no carro para ir a bailes! Quase sempre são acidentes, mas confirmam o abandono. Estariam essas pessoas preparadas para a paternidade/maternidade?

E o que é o abandono? Abandonada é a criança não assistida pela família e que não tem relação de continuidade com ela, mesmo que esteja em instituição ou abrigo. Não estou falando apenas das crianças menos favorecidas, mas também daquelas que vivem em “gaiolas de ouro”, têm todo o conforto, freqüentam as melhores escolas, têm os melhores brinquedos, mas não têm o amor, o cuidado dos pais.

Viver em família é a melhor solução para a prevenção de distúrbios de desenvolvimento físico, emocional e cognitivo. Ninguém pode substituir a relação pessoal familiar, com a mãe, pai e os familiares mais próximos. Não quero dizer que todas as babás sejam prejudiciais. A famosa frase diz: “a mãe é quem cuida”, aplica-se muito bem aqui, pois a criança tem tudo, menos o amor verdadeiro dos pais. Infelizmente, muitas comprovações levam a acreditar que salvo exceções, tais crianças “poderão ser adultos como qualquer outra criança que tenha vindo de um lar caótico e disfuncional, crescendo sentindo-se pouco valiosa, não merecedora de cuidado, podendo ter dificuldades de cuidar de si mesma. Famílias numerosas também podem sobrecarregar a mãe de tal forma, que a criança pode se sentir abandonada, onde muitos exigem a atenção dos pais e estes não conseguem atender a todos.

E a educação? Quem determina isso? Com base em que conceitos culturais, psicológicos, familiares? As crianças mimadas quase sempre são aquelas que vivem cercadas de pessoas, mas nenhuma delas define um parâmetro educacional. Umas temem perder a simpatia da criança. E o que no começo é alegria, depois se transforma em choro, rebeldia, gritaria, insônia. Crianças terceirizadas costuma ser “soltas”. Como os cuidadores não são os pais, na maior parte dos casos, a função de educar fica prejudicada para que não pareça que há exagero no cargo que ficou sob a responsabilidade da babá ou avó.

Algumas crianças terceirizadas se tornam mini-executivas: vão à escola, à aula de inglês, à aula de tênis, futebol, professor particular, mas não têm tempo para brincar, fantasiar, saltar, ser livres, tudo o que elas GOSTAM E PRECISAM. Vivem em gaiolas de ouro, com dinheiro suficiente para ter sua vontade realizada. Nas classes baixas, a rua é abandono; na classe média ou alta, o mesmo desprezo é disfarçado de muitas horas cheias de atividades que apenas visam preencher lacuna de não –presença, se tornando alvo fácil para o consumismo.

Não posso esquecer das mães de vida difícil e sacrificada que traz consigo a problemática da necessidade de sobreviver e da modernidade de um sistema cruel que lhe cobra, mas não lhe oferece saída. Se ao menos as mães tivessem sua jornada de trabalho reduzida e um benefício que lhes ajudasse, como é feito em outros países com França e Holanda?

O que se pretende com essa reflexão é a maternidade e paternidade consciente. Não dá pra pensar em trabalhar tempo integral, fazer pós-graduação à noite, comprar uma casa, continuar na vida de solteiro e ter um filho! Essas coisas são muito difíceis de serem levadas a sério e com competência. Algo não será feito adequadamente.

Em nossa sociedade já não se pode falar em patriarcado e matriarcado. O que temos realmente, salvo exceções interessantes, é a ausência de definições de papéis, de quem assume o que em relação à família ou aos filhos. As pessoas vivem com medo de ser criticadas, de assumir que tiveram a coragem de fazer uma opção pela família. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa e rainha do lar? Claro que não, o que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. Crianças choram a noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até idade adulta. Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e, principalmente, presença constante.

Síntese do livro: A Criança Terceirizada de José Martins Filho, médico pediatra, professor da pós-graduação em Saúde da Criança e do Adolescente, além de pesquisador do Centro de Investigação em Pediatria.




O tempo passa deixando tantas saudades, mas vem trazendo muitas novidades!


Não me esqueço daqueles olhinhos pretos e redondos me olhando do colo da enfermeira, tão pequenino, indefeso, o mundo estava apenas começando pra ele naquele momento...
Era um bebezinho calmo, mamava e dormia, as vezes eu me perguntava: “E o trabalhão todo de um bebe que troca o dia pela noite, que chora de cólicas sem parar, que só quer colo”? Ele era mesmo muito tranqüilo!
Foi crescendo, conhecendo tudo a sua volta, se transformou em um menino traquino, arteiro, não tinha parada, eu corria atrás dele o tempo todo, sossegava só quando dormia. Hoje em dia ele seria considerado uma criança hiper-ativa, mas eu nunca o levei ao médico por causa disso, até porque crianças hiper-ativas não dormem bem a noite e tal, ele era sossegado, dormia como um anjo, caía e não chorava, era “duro na queda”, só era arteiro.
O tempo foi passando e ele foi sossegando, era bem mais apegado ao pai do que comigo, se fosse preciso, ficava longe de mim, mas do pai, que sacrifício.
Foi filho único até os 8 anos, até que chegou o irmãozinho pra lhe fazer companhia...
Hoje muita coisa mudou, e como mudou, ele não vive mais atrás do pai dele, é meu companheiro em casa, me ajuda nos afazeres domésticos, brinca, cuida, briga com o irmão.
Ta virando um rapazinho, continua calmo, tranqüilo, obediente, tudo que uma mãe espera de um filho, as vezes ainda vejo aquela criança traquina, outras, um menino em grande transformação, isso me amedronta um pouco, acho que toda mãe enxerga uma criança dentro dos seus filhos, mesmo que eles já tenham passado dessa fase.
Vivo uma experiência muito boa com meus filhos, sou uma mãe pra todos os gostos, mãe do pré-adolescente de 12 anos, de um menininho tão meigo e carinhoso de 3 anos e á espera de mais um pra completar minha felicidade.
Mas não escrevo pra falar de mim, e sim de um filho muito amado, meu primogênito, meu rapazinho: Gabriel!

sexta-feira, 18 de junho de 2010



A culpa é da mãe.



Quando eles são bebês e choram pedindo colo, a culpa é sua porque acostumou mal.

Quando eles comem errado, a culpa é sua por não ensinar a comer direito.

Quando saem mulambos, a culpa é sua porque não vê como as crianças estão vestidas.

Se saem arrumadinhos demais, a culpa é sua por não deixá-los a vontade.

Se vão mal na escola, a culpa é sua por não acompanhar.

Se xingam, você não bota limite.

Se sentem sono, faltou disciplina.

Se apareceu cárie, você deixou comer porcaria.

Se resfriou, é porque você deixa andar descalço.

Se dão piti, falta pulso.

Se a doença rescindiu, você não cuidou direito.

Se pegou o carro escondido é falta de impôr respeito.

Se engravidou a namorada, é porque você não colocou juizo no feijão.

Aí um dia, por incrível que pareça, eles sobrevivem a nós e crescem. Viram gente grande. Lindos, donos dos próprios narizes, funcionários de bancos, pais e mães de família, autores de novela.

E quando você acha que, finalmente, a vida começa a lhe fazer justiça e a reconhecer sua participação positiva no processo, eles resolvem deitar no divã e fazer análise.

E a culpa, será toda sua.


Depois de dar banho no Pedro, vestí-lo, secar seu cabelo, escovar os seus dentinhos e finalmente passar o perfume pra ir á escola, ele corre até o espelho e começa a se olhar...
-Mamãe, eu to bonito.
-Vc tá lindooooo meu filho!
-Eu to bonito...
- Vc ta lindo, um gato...
Irritado ele responde:
-Mãe, eu to bo-ni-to!

Um pouco depois:

Enquanto eu me trocava pra levar os meninos pra escola eu ria sozinha...
Pedro pergunta:
-Do que vc está rindo mãe?
-Estou rindo de vc ontem, falou que eu me pareço com uma pulga...
-Não mãe, vc pareçe um macaco...

:O aiiii, "meus sais"... to com medo de saber com o que eu vou me pareçer amanha!

quinta-feira, 17 de junho de 2010



Quanta imaginação!


Enquanto eu escovava meus dentes, Pedro me observava sentado na tampa do vaso sanitário...

"Mãe... quando vc escova os dentes vc fica pareçendo uma pulga"...


-hum????



"Apareçeu a MARGARIDA"... :(


Não é nesse mês que abandono os pacotinhos de absorventes, a monstra resolveu mostrar a cara e se antecipou, veio 3 dias antes do previsto...Melhor, assim acabam-se as expectativas pra esse mês e começamos tudo de novo.
Nos nossos planos, começariam as tentativas no mês de julho, porque eu pretendo ter o bebê em um mês mais fresquinho, se caso tivesse engravidado esse mês, nasceria ainda no calorão, mas como sou um poço de ansiedade, resolvemos adiantar as tentativas.
Agora é esperar e começar tudo de novo, com mais "pique", porque nesse mês não nos empenhamos muito...kkkkkkkkkkkkkkkkk

quarta-feira, 16 de junho de 2010



"Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado".

(William Shakespeare)

“Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.”

terça-feira, 15 de junho de 2010



Eu quero uma máquina de lavar louças! afff

segunda-feira, 14 de junho de 2010



UMA BRUXA MALVADA

É assim que me sinto há uns 3 dias, uma bruxa malvada.
Foi com muita dor no coração que mandei o Marcelo levar a Menina (minha gata de 1 ano e pouco) lá para o sítio...
Uma gatinha dócil, brincalhona, sua brincadeira preferida era caçar os bichinhos que atravessava o caminho dela, mas alimentava-se apenas de ração, o grande problema foi que por descuido meu (dessa bruxa malvada descuidada e sem coração)que deixou que a Menina pegasse cria de um gato que se atrevia até em entrar aqui dentro de casa pra pegar a coitadinha! Estou sendo tão cruel em falar que o grande problema é ela ter pego cria, sendo que na verdade, minha melhor vontade no momendo é ficar igualzinha á ela: "buchuda"...
Sei que se ela não tivesse prenha era mais fácil e eu estaria mais tranquila em relação a tal toxoplasmose, o problema será os filhotinhos, onde farão coco e quem vai ter que limpar e cuidar disso tudo sou eu... e aí é que mora o perigo, mexer com os tais cocozinhos.
Fazem uns 3 dias que arrumei as trouxas da Menina e a mandei pro síto junto com Marcelo e Gabri, foram muitas as recomendações para a hora que chegassem lá, onde iam colocá-la até que ela se acostumasse pra não fugir, até porque lá tem cachorros, mansos, mas gato e cachorro não combinam neh... aqui em casa, eram todos amigos, a Menina até mamou na Sofia, uma cachorrinha poodle.
Ontem, fomos ao sítio, lá moram meu sogro e sogra, eu não via a hora de ir la visitar a Menina e ver as condições da nova moradia dela, eu tinha recomendado ao meu marido que á deixasse fechada com água e ração dentro de uma tulha que tem la no sitio por uns dias, até que ela se acostumasse e não fugisse mais.
La chegando, corri pra vê-la, com muito medo de não encontrá-la... abri a porta da tulha e lá tava ela durmindo, tão bonitinha e tão solitária, não escondeu a felicidade em nos ver. Providenciei um ninho para ela esperar a chegada dos filhotes em um caixote de madeira forrado com um pano, ja que aqui ela adorava durmir embaixo das cobertas, ela pareçeu ter gostado do ninho porque lá deitou e ficou.
Passamos a tarde no sítio e de vez em quando avistava-mos a Menina saindo por um buraco da tulha e amendrotada ela pareçia estar conheçendo o novo território, fiquei feliz, porque os cachorros não deram nem bola para com a presença dela lá, ela entrava e saía da tulha por muitas vezes.
Fui embora mais tranquila porque minha sogra se comprometeu a cuidar bem dela e dos filhotinhos, mal sabe ela que daqui a pouco a Menina estará lá, dentro da casa dela procurando um cobertorzinho pra durmir!

Fiquei muito triste e me sentindo muito mal em ter que mandá-la pra lá, mas achei ser a decisão mais certa nesse momento, porque eu não ficaria em paz pensando na tal toxopasmose que no exame me acusou não ser imune a tal doença, como eu ja disse, o problema maior não seria a Menina porque ela é uma gata caseira e se alimenta somente de ração, mas fiquei com medo na hora da limpeza dos cocos dos gatinhos.
Fico tentando me conformar pensando que logo ela estará se sentindo em casa, com muito mais espaço pra brincar e ensinar seus filhotes as "peraltices de um bebê felino)subir em árvores e telhados que lá tem de sobra, correr atrás do mosquitinhos e borboletas e caçar as lagartixinhas que ela adora!

Segue uma matéria sobre a TOXOPLASMOSE que encontrei no site: (Guia do Bebê)http://guiadobebe.uol.com.br/gestantes/toxoplasmose.htm



TOXOPLASMOSE- O PERIGO DO GATO NA GRAVIDEZ


O que um simples gatinho pode trazer de ruim para a saúde da mamãe e da família? Alguns podem argumentar que esse indefeso animal não traz qualquer perigo. Ledo engano. Os gatos são potenciais transmissores da doença toxoplasmose.

Mas qual é a relação entre gato e toxoplasmose? E o que é toxoplasmose? Os gatos são hospedeiros de um protozoário chamado Toxoplasma Gondii. O gato infectado excreta as fezes e, ao contato de pessoas com essas fezes, pode ser transmitida a doença.

Para sorte nossa, se tomarmos alguns cuidados especiais, os gatinhos deixarão de ser tão perigosos. Existem outros hospedeiros do protozoário Toxoplasma como aves, anfíbios, peixes, répteis e outros mamíferos que podem transmitir a doença através do consumo de carne crua ou mal cozida.

É através da ingestão da carne crua destes hospedeiros ou o contato com fezes de outros gatos contaminados que os gatos sadios adquirem o protozoário Toxoplasma. Portanto, muito cuidado com a alimentação do bichinho!

Os oocistos (elementos infectados pela doença) das fezes dos gatos podem ser levados pelo vento e se depositarem em frutas, verduras e legumes. Por isso, a transmissão da toxoplasmose também pode ser feita através da ingestão de frutas, verduras e legumes mal lavados. Mais um motivo para lavar bem as frutas.

Depois de exposto à doença pela primeira vez, toda pessoa desenvolve imunidade contra o parasita e dificilmente torna a adoecer com toxoplasmose. Um exame de sangue pode dizer se a pessoa já adquiriu ou não a doença. A mulher que já tenha tido a doença antes da gravidez não desenvolve risco algum para o seu feto, pois já tem imunidade contra esse parasita.

Perigo, mamãe! - O problema está quando a Toxoplasmose atinge a mulher grávida que nunca entrou em contato com o parasita Toxoplasma, ou seja, a mulher que ainda não tem anticorpos formados contra ele.

A toxoplasmose é transmitida ao feto pelo sangue e pode acarretar morte fetal e abortamento, graves deficiências neurológicas, visuais e retardo mental. Caso a mulher grávida entre em contato com o parasita que causa a toxoplasmose, é necessário que ela receba tratamento com antibióticos urgentemente para evitar os possíveis ricos para o feto.

Não é por isso que a mamãe deve se livrar do gatinho de estimação que tem em casa. Gatos domésticos que não são alimentados com carnes cruas e não saem de casa (não tem como entrar em contato com fezes de outros gatos infectados ou comer animais que possam estar contaminados) não trazem risco algum de contaminação.

As mamães devem evitar fazer trabalhos de jardinagem onde é possível o contato com fezes de gatos contaminadas e se precisar fazer, fazê-lo com luvas e lavar bem as mãos depois.

As carnes devem ser consumidas bem cozidas e as frutas, verduras e legumes muitos bem lavados. As mãos também devem ser bem lavadas após manipular carne e vegetais crus. O leite bebido dever ser pasteurizado.

As futuras mamães não devem limpar as caixas de necessidades dos gatinhos. Estas caixas devem ser higienizadas diariamente se possível por outra pessoa.

Sabendo como evitar a toxoplasmose e de como cuidar do seu gatinho para que ele não contraia o parasita Toxoplasma, não haverá motivo para excluir o bichinho de estimação do cotidiano familiar.

sexta-feira, 11 de junho de 2010



Ser mãe é…


Ser mãe é dividir o espaço da cama com um corpinho que te joga pra fora e te deixa sem coberta, cujas perninhas não param de te chutar. Sem falar a cabecinha, que teima em lutar contra a lei da física, que diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, e quer ficar em cima da sua…

É desistir de assistir qualquer coisa, porque mãozinhas quentes pegam o seu rosto e seguram firme de encontro a narizinhos pequenos e arrebitados, escutando uma vozinha mansa falar “mamãe, olhe pra mim!”… Isso depois de brincar de carrinho, de trenzinho, de desenho, de esconde-esconde embaixo das almofadas…

Ser mãe é ficar no banheiro, sendo enganada por um ‘cocô’ que não vem, enquanto um rostinho contente monta o quebra-cabeças do Rei Leão, Dálmatas, Dumbo ou Mogli… E quando vc diz que só vai montar outro depois do tal ‘cocô’, ter que escutar um “então ele não vem…”

Ser mãe é fazer carinhas felizes em mãozinhas minúsculas e receber riscos na sua, acreditando que são outras carinhas felizes… É socorrer estas carinhas do papel, quando estão escondidas por riscos com medo do monstro…

Ser mãe é sofrer por antecipação e chorar escondida pelo braço do papai quando tem de levar o pequeno fazer exame de sangue…

Ser mãe é ser procurada na apresentação da escola, e receber um abraço apertado depois do final, depois de vários ‘beijinhos voadores’.

É ter de ouvir a clássica pergunta, depois de vestir o uniforme pela manhã: “pra onde a gente vai??”. É ser recebida na porta da escola, no fim do dia, com abraços e beijos, seguidos de um “você veio!!” e logo depois ver um dedinho apontado pra pastelaria da frente pedindo pra comer pastel. E quando chega lá, sair com o pastel e um chocolate…

Ser mãe é ouvir diariamente “Hum… Tive uma idéia!”, mas nunca saber qual idéia era…

É virar a cidade atrás de uma fantasia do Homem-Aranha, e não achar, mas ficar encantada quando o vê vestido como ‘Batman’, e saber que ele ficaria irresistível com qualquer uma. Aliás, aquelas covinhas na bochecha quando ele ri é que são irresistíveis!

É assistir 15 vezes no dia o Shrek, o Madagascar, a “Ela do Gelo”, a Lilo e Stitch, e escutar que vc estragou o filme do Nemo, sendo que vc ainda nem comprou o Nemo! Mas ser trocada pelo avô quando ele chega perto…

É escutar que vc tem que comprar o filme do Sem-Floresta, do Carros, dos Incríveis, e todos os outros que vc ainda não tem e nem lembra o nome, pq seu baixinho ‘picisa’ deles…

É ver o sol levar bronca porque queimou o braço do papai (que foi jogar tênis sem passar protetor solar…).

É ver os amigos correndo em direção ao mar, e ver o seu filho correndo pra fugir do mar…

Ser mãe é ouvir “mamãe, ti amo muito muito…”! E não tem nada melhor do que isso…

Ser mãe é ficar aflita com febres e tosses, é levantar de madrugada pra levar ao banheiro, é ficar desesperada quando eles se escondem nas lojas de brinquedo no shopping, é ter de colocar de castigo quando eles mordem o amigo… mas ter de presente todos os dias um sorriso doce de uma pessoinha que não é terrível nem ‘preguicinha’!

Andressa Mottin Wlodkowski

quinta-feira, 10 de junho de 2010



PODEROSO GERGELIM

Nem só de incrementar o visual de pães e biscoitos vive o gergelim. As sementinhas, que há séculos são consumidas no Oriente, vêm ganhando status de alimento pra lá de saudável por aqui, por causa de uma combinação eficiente: funcionalidade e nutrição, características que o colocam como um poderoso aliado do corpo, tanto para quem quer manter a forma física quanto para as que desejam um cardápio equilibrado. Como toda semente, possui uma alta concentração de fibras, o que auxilia no bom funcionamento do intestino.

"Ele aumenta a saciedade porque tem uma carapaça de nutrientes que, até ser quebrada para que ocorra a absorção do alimento, precisa de tempo, prolongando assim a vontade de comer. E ainda existem as proteínas, que também promovem a saciedade e ajudam na prevenção de flacidez", explica a médica e nutróloga Daniela Hueb, diretora da clínica que leva seu nome (Bauru, SP). Os benefícios do alimento como auxiliar numa dieta saudável são apontados também por Danielli Botture P. Lopes, da RG Nutri Consultoria Nutricional (SP). Segundo a profissional, o alimento em si não emagrece, porém alguns nutrientes encontrados nele, como as fibras insolúveis, contribuem para regularizar o trato intestinal. Além disso, é ótimo para controle de glicemia sangüínea, pois proporciona maior duração da saciedade e contribui para a boa disposição. "Para completar, por conter uma grande quantidade de cálcio em sua composição, o gergelim ajuda no controle da massa corporal gorda, agindo não só na lipólise (quebra de gordura), como na inibição da lipogênese (armazenamento de tecido adiposo)", orienta a nutricionista.



sabor e saúde

No quesito nutrição, as sementinhas de gosto requintado também não deixam por menos. Pequeninas, achatadas e de coloração que varia do branco ao preto, são valiosas graças à grande quantidade de proteínas, gorduras e carboidratos, sem falar nas fibras e nos lipídios, importantes na redução do colesterol do sangue, com propriedades anticancerígenas e antioxidantes. "Também possuem alto teor de cálcio, fósforo e ferro e são ricas em vitaminas do complexo B", completa Danielli Botture. De acordo com ela, por oferecer benefícios, o seu uso diário é de grande importância. Porém, como qualquer outro alimento, No quesito nutrição, as sementinhas de gosto requintado também não deixam por menos. Pequeninas, achatadas e de coloração que varia do branco ao preto, são valiosas graças à grande quantidade de proteínas, gorduras e carboidratos, sem falar nas fibras e nos lipídios, importantes na redução do colesterol do sangue, com propriedades anticancerígenas e antioxidantes. "Também possuem alto teor de cálcio, fósforo e ferro e são ricas em vitaminas do complexo B", completa Danielli Botture. De acordo com ela, por oferecer benefícios, o seu uso diário é de grande importância. Porém, como qualquer outro alimento, o consumo deve ser moderado principalmente pelo alto valor energético e de gordura que possui. "Por ser uma rica fonte de fibras insolúveis, deve-se atentar à inclusão gradativa do alimento, uma vez que fibras em excesso agridem as paredes intestinais", complementa. A nutróloga Daniela Hueb sugere uma a duas colheres de sobremesa das sementes diariamente (podem ser cruas ou torradas, polvilhadas sobre o arroz, salada, iogurte, fruta, suco). Os derivados também entram na lista: com a farinha dá para preparar receitas de bolos, tortas, pães, aumentando o valor nutritivo da iguaria e conferindo um sabor especial à receita.

Revista Corpo a Corpo (Laura Andreani)
Para descontrair...

A mulher chega ao consultório médico com a filha de 17 anos.

— Doutor! A minha filha perdeu o apetite, não pára de vomitar, vive sentindo tonturas... Por favor, veja o que a minha criança tem!

Depois de um rápido exame, o médico conclui:

— Minha senhora, a sua "criança" está esperando outra criança! Ela está grávida de dois meses!

— O quê? — grita a mãe, indignada — A minha menina nunca esteve sozinha com um homem! Né, filhota?

— Claro, mamãe! Eu sou virgem!

O médico vai até a janela e fica calado, olhando para o céu.

— O que o senhor está fazendo? — pergunta a garota, visivelmente nervosa.

— Da última vez que isso aconteceu, nasceu uma estrela no oriente e chegaram três Reis Magos. Desta vez, eu não quero perder o espetáculo!

MINHA LINDA, EU TE AMO.

Madrugada afora, Pedro acorda um pouco assustado e pede pra dormir em minha cama, se deitou no meio meu e do pai e logo adormeceu.
Mais tarde, ele acorda me fazendo carinho, joga seus braçinhos nas minhas costas querendo me abraçar e solta um: MINHA LINDA, EU TE AMO! Aiaiaiaiaiai, o que eu queria era ascender a luz e olhar pro rostinho dele.... me segurei e respondi com outro eu te amo e logo ele voltou a dormir. Ta certo que eu ouço esse eu te amo todos os dias dele e do irmão mais velho, mas o MINHA LINDA, me derreteu...
Passei o restinho da madrugada pensando em como meus filhos são amorosos, já estou acostumada com tantas demonstrações, mas sempre eles conseguem me surpreender. Fico muito orgulhosa com tudo isso, porque eu e Marcelo sempre demonstramos muito carinho para com eles, dizendo um eu te amo, abraçando a qualquer hora, sem ficar esperando ocasiões especiais pra isso. Pedro ainda dorme em minha cama, e eu aqui compartilhando esse momento logo cedo, só pra frizar a importância dos pais demostrarem amor e carinho sem medidas aos seus filhos, de imediato se tem a recompensa...quem já não ouviu falar que “amor com amor se paga”.
Sou uma mãe boba, derretida, e fico pra morrer quando ouço algumas pessoas me dizerem: “mais filhos pra que? A gente dá tanto amor e carinho pra eles quando são pequenos e depois quando crescem eles não reconhecem”, quem diz isso, tenho certeza que está equivocado quanto ao amor e carinho que deve ter dado aos seus filhos.
Acredito que não existe receita pronta e acaba pra que se tenham filhos amorosos em casa, cada pai e mãe sabem como agir e receber dos filhos tal demonstrações, mas uma coisa é certa: “é dando que se recebe”...

Segue uma matéria que saiu na revista mdemulher.com.br desse mês falando sobre algumas dicas de como criar filhos amorosos:


COMO CRIAR FILHOS AMOROSOS


Não existe tradução mais precisa para a palavra amor do que a relação entre mãe e filhos. Alguma dúvida? Pergunte a qualquer mulher se há amor mais forte do que o da mãe por seu pequeno.

Mas é na própria intensidade desse amor que reside o principal conflito das mães modernas: a inevitável culpa por terem de se afastar dos seus filhotes por causa do trabalho. Aí está também a origem do problema mais comum na educação das crianças e adolescentes nas últimas décadas: a falta de limites, fruto da tentativa das mães de compensar a ausência fazendo as vontades dos pequenos. O resultado são filhos rebeldes e brigas frequentes.


Dicas para ter filhos felizes e amorosos


.Ame a sua mãe para ser amada por seus filhos.

O tratamento que você dá aos seus pais é o referencial para seus filhos sobre como devem tratar você quando forem adultos. Por isso, dê o exemplo:

. Mesmo casada, não se esqueça dos seus pais, para não ser esquecida por seus filhos quando eles constituírem a família deles.

. Perdoe. Não deixe que as brigas impeçam você de gozar da cumplicidade e do amor infinito da sua mãe. Aceite as limitações dela e evite discussões desnecessárias.

. Cuide. Os anos invertem a relação de dependência entre filhos e pais. Tenha paciência com os atritos que vêm com a idade.
Regule a TV

No Brasil, as crianças passam em média seis horas diárias na frente da TV, uma companhia que tem influência direta na formação deles. TV em excesso gera isolamento e a programação inadequada pode transmitir valores incorretos. Saiba como inverter essa equação:

. Uma boa medida para calcular o tempo de exposição à telinha é comparar o número de horas que a criança passa diante da TV e o tempo que passa com você.

. Avalie: os programas que você e seu filho vêem trazem informações interessantes para seu filho?

. Proporcione alternativas. Passeios, circo, livros infantis, brincadeiras, esportes e conversas são opções para deixar seus filhos menos dependentes da telinha.
Façam as refeições juntos

A correria do dia-a-dia deixa pouco tempo para os almoços em família, fundamentais para a união familiar. Entenda por quê:

. As refeições à mesa são o espaço ideal para o diálogo, permitindo aos pais aproximar-se dos filhos sem parecer indiscretos.

. Da mesma forma, é mais fácil para os filhos se abrir nesses momentos do que se tivessem de procurar os pais para se aconselhar..,

. Os almoços de domingo reforçam a identidade da família. Eles promovem um encontro de gerações, colocando os mais jovens em contato com o carinho e os ensinamentos dos avós, inculcando neles o respeito e a tolerância aos mais velhos e o amor à família.


Imponha limites


Ao contrário do que muitas mães pensam, a atitude permissiva não reforça os vínculos com os filhos.

. Uma pesquisa norte-americana com 1.000 crianças e adolescentes revelou que só 10% deles desejavam passar mais tempo com suas mães. Porém, 65% reclamavam que elas não sabiam o que se passava na vida deles. Conclusão: mais do que a quantidade de tempo dedicado a eles, os filhos sentem falta de atenção real por parte dos pais. ''Não adianta preparar um café caprichado, e não ouvir o que seu filho tem a dizer'', diz a coordenadora do estudo, Ellen Galinsky.

. Muitas das travessuras das crianças ou desfeitas dos adolescentes têm como objetivo chamar a atenção dos pais. Por isso, a mensagem que fica após uma bronca ou castigo é: ''Minha mãe se importa comigo''.

(Revista mdemulher.com.br)

quarta-feira, 9 de junho de 2010



OS DIAS VÃO PASSANDO

Pela manhã, rapadura com chimarrão...
No almoço, polenta com feijão...
A tarde, chocolate quente com pão...

Um “dia” cheio de rima!

Tenho comido muito nesse friozinho, sopas e ensopados, pra que serve tanto frio se não for pra comer, dormir e fazer neném? Hein?

Acabei de preparar a massa dos meus pães integrais... centeio, farinha integral, aveia, gergelim e linhaça, receitinha bem nutritiva pra quem ta se preparando pra engravidar e engordar pouco!

Num leva e busca criança da escola, supermercado, afazeres de casa, pausa pro chimarrão e uma espiada na net, minha tarde vai chegando ao fim... a noite ainda é comprida, ainda mais pra quem é “tentante”.... kkkkkkkkkkkkkkkk

Fabiii